Salar de Uyuni

A palavra uyuni vem da língua Aymara e pode ser traduzida como cercado. O solo é praticamente todo plano, com uma variação de cerca de um metro entre o ponto mais alto e o mais baixo. Isso acontece porque as chuvas de verão causam o transbordamento do enorme Lago Titicaca, na fronteira entre Bolívia e Peru, que alimenta o Lago Poopó que, por sua vez, inunda o Salar de Coipasa e o Salar de Uyuni.

Os salares boliviano foram formados pelas transformações ocorridas em diversos lagos pré-históricos devido ao levantamento da Cordilheira dos Andes, que criou uma barreira entre o altiplano e o Oceano Pacífico. Como esses lagos eram circundados por montanhas de todos os lados, não havia para onde escoar a água.

A presença de corais na formação do solo, além de depósitos de fósseis e algas, evidencia que ele ficou inundado por bastante tempo.

Ele é coberto por alguns metros de uma crosta de sal, que tem um nivelamento extraordinário com as variações de altitude média de menos de um metro ao longo de toda a área do Salar. A crosta serve como uma fonte de sal de cobre e de uma piscina de salmoura, que é extremamente rica em lítio. Ele contém de 50 a 70% das reservas mundiais de lítio,[4] recurso que está no processo de ser extraído.

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